Discurso - Flávio Bolsonaro

Texto do Discurso

O SR. FLÁVIO BOLSONARO - Sr. Presidente, as manifestações recentes contra todos esses desmandos do Governo do PT apresentadas em nosso País, ou melhor, que a Polícia Federal vem apresentando em nosso País, acabam, obviamente, levando às ruas as pessoas mais indignadas.

Eu, por exemplo, tenho ido a muitas manifestações, não organizando, não liderando nada, apenas como um cidadão, mas é preciso saber jogar com a regra do jogo.

Nessas manifestações quando pessoas apresentam cartazes pedindo intervenção militar é mais do que óbvio que grande parte de imprensa irá pegar essa faixa específica - é um pequeno grupo que defende - e numa manifestação tão heterogênea como essa, você não consegue sequer ter controle sobre o que será apresentado nas ruas.

O que levam as pessoas às ruas são os mais variados e legítimos motivos, mas a imprensa, obviamente, pega esse fato completamente isolado, apresenta como se fosse a bandeira de todos aqueles que estão se manifestando contra o PT. E quem mais dá risada disso é o próprio PT.

Sr. Presidente, é importante fazer essa distinção, é importante que essas pessoas entendam que uma coisa é o fato; outra coisa é a versão que se dá a esse fato e a essa versão que é publicada nos jornais, exatamente no momento em que esses grupos estão buscando o quê? Exatamente disputar a opinião pública, buscando abrir os olhos das pessoas sobre todo esse contexto perigoso que ronda o nosso País, essa nuvem vermelha que está sobre o Brasil e a América do Sul.

Esse tem sido o argumento de grande parte da imprensa para desqualificar essas manifestações legítimas e muitas pessoas querem comparar o que está acontecendo agora com o que acontecia em 64. É completamente diferente. O mundo vivia um contexto de guerra fria, polarizado entre capitalismo e socialismo.

No Brasil, havia todo um clamor social, um clamor popular, o apoio da OAB, da imprensa, das famílias, da Igreja, para evitar que o Brasil desse uma guinada perigosa à esquerda e não houve golpe ou intervenção.

Peguem os diários oficiais de 1964 e verificarão que o Presidente João Goulart teve o seu cargo declarado vago pelo Congresso Nacional. Em 09 de julho de 1964, Ulysses Guimarães, Juscelino Kubitschek, Afonso Arinos, totalizando 341 Deputados e Senadores, votaram em Castelo Branco para Presidência do Brasil. Que golpe é esse? Os militares não reivindicaram nada, a população os colocou lá.

Sr. Presidente, é importante deixar bem claro, o que uni todo esse movimento é exatamente a manutenção das instituições democráticas que o PT tanto tem trabalhado para desqualificar, desacreditar, mas mesmo assim a opinião pública hoje considera as Forças Armadas a instituição de maior credibilidade em nosso País.

O que nos une é a indignação com que o Governo do PT fez com a Petrobras. É óbvio que a Dilma sabia e não só sabia como se beneficiou desse esquema todo como se beneficiou também dos Correios durante a sua eleição. O que nos une é a desconfiança da urna eletrônica, um programa feito por uma empresa venezuelana, a Smartmatic, que é impossível de ser auditada porque não tem o voto impresso. É óbvio que há uma desconfiança quanto a isso.

O que nos une também é a doutrinação nas escolas. Hoje, os adolescentes e os jovens sofrem verdadeira lavagem cerebral nos bancos escolares e universitários. Parece que criar um militante de esquerda é mais importante do que um adolescente aprender Português e Matemática nas escolas.

Há que se aplaudir iniciativas como a da ONG Escola sem Partido. O que nos une, Sr. Presidente, é trabalhar contra mais esse projeto do PT, que é o controle da mídia. O que nos une é que queremos uma imprensa livre.

Prestem atenção, jornalistas! É o rotulado, o adjetivado Bolsonaro que está falando. Parece que vocês não enxergam que o Governo está comprando a corda para vocês mesmos se enforcarem! É difícil enxergar isso? Como imprensa nenhuma dá notícia sobre o que acontece no Foro de São Paulo, uma organização política de governos de esquerda que se ajudam inclusive financeiramente para que se perpetuem no poder em seus países? Por exemplo, é por intermédio desse Foro que dinheiro dos nossos impostos é usado para construir porto em Cuba, aeroporto em Cuba. É com dinheiro dos nossos impostos que construímos refinarias da Petrobras na Venezuela, que são entregues de graça para aquele governo. Não é por acaso!

Sr. Presidente, falo até em tom de explicação porque é importante colocar e pontuar coisas que estão acontecendo dentro dessa mobilização toda que está ocorrendo contra o Governo do PT, de uma forma legítima, pacífica, democrática, porque estão querendo denegrir toda essa mobilização, e o maior interessado em que isso aconteça é o próprio PT. É importante que deixemos pequenas diferenças de lado para que possamos conseguir alcançar uma unidade, uma união, em prol disso tudo que está acontecendo. O que está jogo é a nossa liberdade.

(ASSUME A PRESIDÊNCIA A SRA. LUCINHA)

O SR. FLÁVIO BOLSONARO - Sra. Presidente, quanto a esse aspecto é que eu venho aqui para me colocar como mero instrumento, um elo para se tentar buscar essa unidade e dizer para todos aqueles que insistem em rotular a família Bolsonaro que entendam que nós somos apenas uma das muitas variantes que existem para que possamos sonhar em ter força para combater o PT e o Foro de São Paulo, porque estamos caminhando, infelizmente, a passos largos, para a cubanização do nosso país. Muito obrigado.