Discurso - Flávio Bolsonaro

Texto do Discurso

O SR. FLÁVIO BOLSONARO - Sr. Presidente, o PSOL, que se diz um partido tão democrático, tenta censurar uma repórter por mera divergência de opinião.

O Presidente do PSOL, Deputado Ivan Valente, ameaça representar no Ministério Público contra a repórter Rachel Sheherazade, do SBT, por ter dito no telejornal que apresenta que achava compreensível que cidadãos cansados de tanta impunidade com criminosos; cansados de serem assaltados; furtados; cansados de terem suas famílias sendo destruídas por estupradores; cansados de verem apenas as vítimas dos criminosos pagarem pelos seus atos, passem a se defender de bandidos como aquele que foi acorrentado com uma corrente de bicicleta a um poste lá no Flamengo. Essa foi a opinião da repórter.

Ela está coberta de razão. Mas como é uma brilhante jornalista e está crescendo cada vez mais o número de pessoas que coadunam com o seu pensamento, o que está incomodando a esquerda, principalmente aquela mais radical e xiita, eles ameaçam com essa representação, acusando a Rachel de mandar torturar, matar, assassinar e fazer justiça com as próprias mãos.

É uma hipocrisia tão grande. É uma mentira tão grande, ainda mais partindo de um partido político como o PSOL, que tem entre um de seus fundadores, Achille Lollo, um terrorista italiano que em 1973 simplesmente jogou gasolina por baixo da porta de uma residência, onde moravam um gari, sua esposa e seus seis filhos, porque discordava ideologicamente do que esse gari defendia. Esse é o método de um dos fundadores do PSOL que tenta censurar uma jornalista. É uma hipocrisia imensurável!

Quero aplaudir a jornalista Rachel Sheherazade pela coragem. Não adianta fazer pressão sobre ela para que o SBT tente silenciá-la, porque isso não vai acontecer. O próprio Diretor da emissora, Silvio Santos, já deu os parabéns a ela e defendeu o direito de ela se manifestar da forma como bem entender. Rachel, fique tranquila. Essa ameaça de representação é blefe! Eles sabem que, se fizerem isso, vão ser processados por calúnia; sabem que, se fizerem isso, vão ser responsabilizados por falsa comunicação de crime.

Quanto a esse mesmo PSOL, qualquer um que tenha observado as manifestações que vêm acontecendo no Rio de Janeiro, desde junho do ano passado, vai perceber o vínculo de correligionários dessa sigla com as manifestações violentas. Quem não se lembra dos primeiros atos de manifestação, aqui na porta da Assembleia, quando eles ainda usavam a inocência e a boa vontade da maioria da população que, com toda razão, estava indignada com uma série de coisas erradas que continuam acontecendo no nosso País? Quem é que não via as bandeiras do PSOL, do PSTU, de sindicatos, tremulando entre os manifestantes, principalmente aqueles que, durante a desmobilização desses movimentos, ateavam fogo em carros, depredavam bancas de jornal e punham fogo em lojas comerciais aqui na rua São José? É o mesmo partido que tenta censurar uma repórter e que claramente flerta com esse autoritarismo, com o uso da violência contra quem discorda do seu pensamento e de suas palavras.

Está no Youtube. É só pesquisar o que vários correligionários do PSOL, do PSTU e black blocs tentaram fazer com o Vereador Carlos Bolsonaro em outubro do ano passado. Ele só conseguiu sair da Câmara dos Vereadores com escolta policial. Foi hostilizado. Jogaram coisas em cima dele. Xingaram o Vereador de tudo o que eles são: fascista, autoritário, ditador, intolerante.

Mas é o partido que posa de vítima. Ora, tire a máscara! Assuma de que lado está. É fácil fazer uma leitura, sob o viés eleitoral, do que está acontecendo. Essas manifestações violentas estão afastando quem realmente quer se manifestar, quem realmente tem algo a escrever num cartaz e divulgar para o mundo que está insatisfeito. Mas tem que parar com a hipocrisia.

O que a OAB tem a dizer sobre a morte desse jornalista da Rede Bandeirante? Dizer que não tem nenhum vínculo com o papel desses advogados de porta de delegacia, que vão lá defender qualquer vagabundo? Não querem saber se é black bloc ou se não é. Todo mundo que vai para a delegacia devido aos seus atos de vandalismo, de agressão, de tentativa de homicídio e, agora, de homicídio não é preso à toa, não.

Fico imaginando, Deputado Samuel Malafaia, se fosse um policial militar no lugar desse jornalista. Aliás, presto aqui, também, os meus sentimentos à família desse repórter. Este, sim, um trabalhador. Estava ali exercendo o seu ofício. E se fosse um policial militar? Será que haveria essa repercussão toda? Imagino se essas cenas não tivessem sido filmadas. Quantos já não teriam vindo aqui nesta tribuna para acusar policiais militares? Quantos policiais militares já não estariam presos até hoje para dar uma satisfação para a sociedade?

Mas a fatalidade atingiu esse jornalista.

Não vi até agora aqueles que defendem os black blocs virem para a imprensa ou para os seus perfis das redes sociais pedir desculpas, prestar sua solidariedade sincera à família desse jornalista, o Santiago.

Cadê o Caetano Veloso, que vestiu a máscara de black bloc para prestar sua solidariedade a esses atos de vandalismo. Cadê o Tico Santa Cruz, que defende o quebra-quebra. Essas pessoas têm que parar de brincar de revolucionários, respeitar as leis, militar no campo democrático, que são as urnas, no dia a dia, convencendo a população. E é difícil convencer a população desse projeto socialista-comunista, de tão longe da realidade que ele é; de tantas milhões de vítimas que esses sistemas já fizeram.

Sr. Presidente, fica aqui o meu repúdio a esses atos violentos, que esses partidos, que se associam aos black blocs e outros movimentos marginais, assumam de que lado estão. Saiam do armário! Porque fazem um discursos e na prática é outra história. Então, que arquem com os ônus e os bônus de suas posturas.