Texto do Projeto de Resolução

PROJETO DE RESOLUÇÃO276/99
Autor(es): Deputado CORY PILLAR

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
RESOLVE:
Art. 1º - Fica concedido o Título Honorífico de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro ao Monsenhor JOÃO ALVES GUEDES, Vigário Geral da Arquidiocese de Niterói.

Art. 2º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 3º - Revogam-se as disposições em contrário.

Sala das Sessões, 08 de novembro de 1999.

DEPUTADO CORY PILLAR

JUSTIFICATIVA

O título honorífico de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro é a especial honraria que a Assembléia Legislativa dispõe destinado às personalidades que tenham relevantes serviços prestados ao nosso Estado, contribuindo de forma meritória, com dignidade e honradez, idealismo e disposição em servir aos interesses mais nobres e às causas do bem-comum, que derem provas inequívocas de identidade e afetividade para com a população fluminense.
O alvo de nossa homenagem se encontra no Sacerdote, querido e respeitado Monsenhor JOÃO ALVES GUEDES, que chega ao seu Jubileu de Prata Sacerdotal cercado do carinho e do reconhecimento de toda a comunidade fluminense, pela incansável perseverança no seus ideais, vocacionado a servir a Deus e às Suas criaturas.
Estamos propondo à Assembléia Legislativa que outorgue a honraria ao Sacerdote devotado, que a tudo renunciou para dedicar-se inteiramente à missão de Pastor do rebanho do Senhor, que ocupa ampla responsabilidade em um importante território com dezenas de unidades de Paróquias na Região Metropolitana. Vendo nela e de forma solidária todos àqueles que se encontram na vida sacerdotal, envolvendo a homenagem a grande legião de religiosos e religiosas que se emprenham em elevar as criaturas, com as Mensagens de Deus, aproximando-as como irmãos, contribuindo para a Paz e Compreensão, servindo aos carentes e necessitados, promovendo obras e serviços, sendo instrumentos da Misericórdia e do Perdão.
O Monsenhor João Alves Guedes nasceu no Município de São Sebastião do Maranhão, no interior de Minas Gerais, no dia 06 de setembro de 1946. Seus pais foram Domingos Moreira Guedes e Maria Alves da Silva que tiveram 14 filhos.
Fez seus primeiros anos de alfabetização em escolas rurais, onde morava, e mais tarde em Água Boa e São Sebastião do Maranhão, cidades interioranas. Já aos seis anos de idade manifestava possuir o gérmen da vocação sacerdotal, embora nem conhecesse sacerdote algum. Aos oito anos fez a primeira comunhão na paróquia de Sant’ana em Água Boa, onde fora batizado pelo Padre Jadir que depois foi Vigário Geral do Arcebispado de Diamantina.
Aos treze anos ingressou no Seminário de Diamantina, onde permaneceu sete anos. No seminário, destacou-se pela grande devoção a Nossa Senhora, tornando-se secretário da Congregação Mariana e, pelos pobres fundou, com outros companheiros, a Conferência Vicentina. Ao chegar ao Seminário, João Alves Guedes passou a ser chamado de Guedes devido ao grande número de seminaristas que também se chamavam João.
Foi o sineiro, encarregado da limpeza e, mais tarde, de receber os novos colegas. Coordenador da vida esportiva do Seminário, tornou-se o camisa nove daquela seleção. Nos estudos, distinguia-se pela facilidade em línguas, principalmente o latim e o português. Nos seus últimos anos foi nomeado para o cargo de regente, responsável pela disciplina escolar.
Em 1967, Guedes chegava em Niterói para cursar o segundo grau no Seminário São José e no Colégio Brasil. Terminando o seminário menor, foi transferido.
Enfim, o grande ano da vida do seminarista João Alves Guedes, em 23 de junho de 1974 recebia os ministérios, os primeiros degraus rumo ao sacerdócio. Aos 12 de outubro era ordenado Diácono e em 12 de dezembro, às 19 horas, dava-se início a grande e majestosa concelebração Eucarística na qual ele seria ordenado sacerdote para sempre. Naquele momento estavam presentes sua mãe, pessoa marcante na vida de João Alves Guedes e 56 sacerdotes e, pela imposição das mãos do Arcebispo Dom Antônio de Almeida Moraes Júnior, tornava-se o mais novo sacerdote da Igreja de Jesus Cristo. A Arquidiocese de Niterói estava em festa. Seria chamado PADRE JOÃO ALVES GUEDES e a Família era só felicidade e orgulhosa do filho.
A primeira missa foi celebrada na capela do Seminário no dia 14 de dezembro e, no dia 19 de fevereiro de 1975, o néo-sacerdote era recebido com maior júbilo em São Sebastião do Maranhão, sua terra natal, como o primeiro filho a ser ordenado. Depois de breve passagem pela Catedral, Igreja da Conceição e Porto das Caixas, Pe. Guedes foi enviado para o Rio Bonito servindo na Paróquia e no Colégio Manoel Duarte, além de ser professor no seminário e coordenador do Curso de Filosofia. Em 1976, foi nomeado Vice-Reitor, coordenador de estudos e disciplinário do Seminário e depois Reitor. Antes de assumir foi confessor e Diretor Espiritual dos seminaristas, professor de Latim, Religião, Estudos Sociais e Problemas Brasileiros.
Em 1978 foi nomeado primeiro Pároco da Ilha da Conceição, embora continuasse na Reitoria. Era portanto Reitor e Pároco. Com o seu zelo litúrgico e vasto conhecimento, fez da ilha uma paróquia viva e atuante com leigos se tornando verdadeiramente Igreja.
Em 1980-1981 esteve em Roma em companhia de padres de 38 nacionalidades para um curso de espiritualidade sacerdotal. Em 1984, chegou à Paróquia do Cubango para mais desafio na sua vida sacerdotal e, Dom José, Arcebispo da Arquidiocese lhe dá posse oficialmente. Sua simpatia, simplicidade, humildade e piedade foram pontos marcantes que logo os paroquianos perceberam no novo Pastor. Organizou os conselhos paroquial e econômico, iniciou as reformas urgentes da Igreja e da Casa Paroquial. Realizou o grande desafio da paróquia: a construção do centro paroquial com três pavimentos, o Centro de Pastoral Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, inaugurado em 1989, fruto da grande operacidade do Pe. Guedes. Em 1990 foi para a difícil paróquia de São Sebastião do Barreto, com antigos paroquianos presentes. Promoveu as reformas da Igreja, Casa Paroquial e demais instalações da paróquia. Aumentou o presbitério e organizou a capela do Santíssimo, a semana da liturgia e catequese, dando início aos trabalhos litúrgicos e catequéticos. Criou a Pastoral da Ressurreição e da Saúde. Reativou os atendimentos nas capelas de São Pedro, no Cemitério, e no morro do Maruí onde celebra mensalmente. Tornou-se membro do Colégio dos Consultores, professor do Instituto Estrela da Evangelização onde leciona Liturgia para a formação de leigos e assessorar o Regional Leste 1. Na Arquidiocese realiza a Semana Arquidiocesana de Liturgia e Canto Pastoral. É sempre muito solicitado para palestras de liturgia nas paróquias e movimentos.
Membro da Comissão Sinodal na preparação do Sínodo Arquidiocesano, assumiu as paróquias de Neves e Venda da Cruz até a nomeação dos novos párocos. Como coordenador da Pastoral Arquidiocesana começou as pré-visitas pastorais em preparação da visita pastoral do Arcebispo Dom Carlos Alberto.
Teve participação destacada na elaboração do documento Sinodal, principalmente, na dimensão litúrgica.
Participou como convidado, do primeiro seminário de pastoral litúrgica, realizado em Brasília. Era representante do Regional Leste 1.
Em 1994, Dom Carlos Alberto nomeia Pe. Guedes para organizar o diaconato permanente na Arquidiocese e pró-Vigário Geral. É nomeado Vigário Geral da Arquidiocese de Niterói e, recebe título de Monsenhor, em grande festa no Barreto e o Arcebispo lhe entrega a nomeação de Capelão do Santo Padre presentes à solenidade vários sacerdotes, autoridades e delegações de inúmeras paróquias.
Nestes anos de Sacerdote, Monsenhor Guedes exerceu ainda os seguintes trabalhos: Professor, Vice-Reitor, Disciplinário, Diretor Espiritual e Reitor do Seminário em épocas diferentes; coordenador da Filosofia do Seminário (1975); cooperador da paróquia de Rio Bonito (1975-1976); primeiro pároco da Ilha da Conceição (1978-1983); membro do Conselho Presbiteral; Coordenador Arquidiocesano de Pastoral, Coordenador de Liturgia; membro da Comissão preparatória e central do Sínodo Arquidiocesano, professor de liturgia; assistente Espiritual da Federação das Filhas de Maria e dos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarísticas, Administrador paroquial do Caramujo; Pró-Vigário Geral; Idealizador e Realizador de Retiros Espirituais, semanas, jornadas e reciclagem litúrgicas, responsável, por duas vezes, das paróquias de Neves e Venda da Cruz e Vigário Geral.
Membro da comissão para a chegada do Santo Padre ao Rio em outubro de 1997, e escreveu dois fascículos para equipes de Nossa Senhora, Ministros de Bênção e da Eucaristia, formador dos candidatos de diaconato permanente, assessor de liturgia do Regional Leste 1, acompanhava várias comissões de pastoral, escreve sobre liturgia para revista e jornal, participa de programas radiofônicos, responsável pela liturgia na Arquidiocese, etc...
Sua vida e a extensão de sua obra, a imensa generosidade, o valor de sua cultura, o elevado senso da responsabilidade e postura de Sacerdote e educador, pleno das riquezas da inteligência e do Coração fazem-no merecedor da mais alta honraria desta Assembléia Legislativa, depositária dos sentimentos e das aspirações do povo do Estado do Rio de Janeiro.

Legislação Citada



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Informações Básicas

Código990500276AutorCORY PILLAR
ProtocoloMensagem
Regime de TramitaçãoOrdinária

Entrada 11/17/1999Despacho 11/17/1999
Publicação 11/18/1999Republicação
Comissões a serem distribuidas


01.:Comissão de Normas Internas e Proposições Externas


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