PROJETO DE RESOLUÇÃO536/2011

Autor(es): Deputado FLAVIO BOLSONARO

A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
RESOLVE:

JUSTIFICATIVA

Olavo Luiz Pimentel de Carvalho, natural de Campinas, SP, nascido a 29 de abril de 1947, é filósofo, jornalista, ensaísta e conferencista.
Dedica-se a várias áreas, como Epistemologia, Religião Comparada, Política, Matemática, Antropologia Filosófica, História, Simbologia, Metafísica, Filosofia da Ciência, Viés Midiático, Crítica Social. Especial destaque merecem seus estudos sobre a Sistematização da teoria aristotélica dos quatro discursos, filósofos modernos como vitimados por paralaxe cognitiva, o método atômico em análise social e a teoria hexapolar em antropologia filosófica.
Foi homenageado com a Medalha do Pacificador, Medalha Mérito Santos Dumont, Comendador da Ordem Nacional do Mérito da Romênia, Primeiro Prêmio em concurso sobre José Ortega y Gasset instituído pela embaixada do Reino da Espanha e Primeiro Prêmio em concurso de ensaios sobre história islâmica instituído pela Embaixa do Reino da Arábia Saudita.
Seu primeiro livro foi lançado em 1980 e chama-se A imagem do homem na astrologia, um livro sobre astrologia. Em 1996, publica o livro que o torna conhecido, O imbecil coletivo: atualidades inculturais brasileiras.
Atuou em revistas e periódicos tais como Bravo, Primeira Leitura, O Globo, Época e Zero Hora e, atualmente, é colunista no Jornal do Brasil e do Diário do Comércio. Em 2002, lançou o site de notícias conservador Mídia Sem Máscara.
Segundo Carvalho, haveria um vínculo indissolúvel entre a objetividade do conhecimento e a autonomia da consciência individual. Para o autor, a consciência individual é comprometida quando usada de forma exclusiva como critério de validade do saber para uso de uma classe, como, por exemplo, a "classe acadêmica", ou a "classe intelectual". É recorrente em sua obra a assertiva de que o mais sólido abrigo da consciência individual contra a alienação estaria nas antigas tradições espirituais e simbólicas: taoísmo, judaísmo, cristianismo e islamismo. Olavo de Carvalho procura identificar novas formas de interpretação para os símbolos e ritos das tradições espirituais já mencionadas, tornando-as matrizes de um sistema de pensamento filosófico e científico, que pode ser usado na resolução de problemas atuais da cultura e da civilização. Um exemplo desse sistema de resolução de problemas é o breve ensaio intitulado Os Gêneros Literários: Seus Fundamentos Metafísicos, no qual o pensador emprega o simbolismo dos tempos verbais de certas línguas sacras (v.g. árabe, hebraico, sânscrito e grego antigo) para refundamentar e ressignificar as distinções entre os gêneros literários. Outro exemplo é Uma Filosofia Aristotélica da Cultura — Introdução à Teoria dos Quatro Discursos, obra na qual o autor busca promover uma reinterpretação dos escritos lógicos de Aristóteles, sustentando a existência, entre a Poética, a Retórica, a Dialética e a Lógica, de princípios comuns que subentenderiam uma ciência unificada do discurso, na qual encontrar-se-iam respostas a muitas questões atuais de interdisciplinaridade. A propósito, a obra e o legado filosófico do estagirita são habitualmente citadas e discutidas nos escritos de Olavo de Carvalho, sendo esta uma das influências intelectuais mais visíveis.
Da obra publicada de Olavo de Carvalho no Brasil destaca-se também o O Jardim das Aflições - De Epicuro à Ressurreição de César: Ensaio sobre o Materialismo e a Religião Civil, trabalho no qual sustenta a existência de interconexões principiológicas entre Epicurismo e Marxismo.
É também nesse trabalho que Carvalho elege certos símbolos e arquétipos primordiais da humanidade como o Leviatã e o Behemoth bíblicos, a cruz do Cristianismo, o khien e o khouen da tradição chinesa do I Ching, entre outros, para erigir as bases estruturais de uma Filosofia da História, com vistas a dar sentido e unicidade à obra escrita, extremamente fértil em textos, apostilas, ensaios, videoaulas e artigos esparsos (e as respectivas compilações), mas carecedora de livros estruturados, no sentido estrito do termo.
A técnica narrativa de O Jardim das Aflições é relativamente simples: partindo de um evento aparentemente menor e quotidiano, Carvalho toma-o como case para demonstrar as relações entre o pequeno e o grande, o quotidiano e o eterno, o mundano e o erudito, o secular e o sacro e outras dicotomias. Tal estrutura, mediante giros concêntricos e hipérboles, açambarcaria, no entender do autor, o horizonte de toda a cultura ocidental. Por essa e outras razões, o Jardim é considerado, por certos críticos, o livro mais bem estruturado (do ponto de vista narrativo) do filósofo, contrastando com a imagem habitual de Carvalho como cronista político e pelas coletâneas impressas de ensaios, polêmicas culturais e artigos esparsos, como O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras e A Longa Marcha da Vaca para o Brejo: O Imbecil Coletivo II, que primeiro o notabilizaram (positiva ou negativamente) perante o grande público, para fora de um círculo - relativamente iniciático - de estudantes e alunos dos cursos.
Olavo de Carvalho costuma fazer em seus livros, ensaios e artigos fortes críticas a uma parte da academia e elite intelectual (principalmente a brasileira). Ao citar representantes dessa elite, Carvalho denuncia o que considera serem, conforme o caso, aparelhamento e patrulhamento ideológico, imposturas acadêmicas e falácias intelectuais, como aqueles que levem em consideração exclusiva as massas, o materialismo e o culto ao Estado, em detrimento do indivíduo e da liberdade de consciência.
Carvalho também costuma criticar a postura do establishment acadêmico e intelectual para com seu trabalho, que é normalmente criticado por ser desprovido de titulação e cátedra acadêmicas que lhe dêem justificação formal. Olavo costuma responder tais críticas alegando ser um autodidata e partidário do homeschooling.
Olavo de Carvalho, a despeito de seu passado de militante comunista, na juventude, é também um crítico mordaz de movimentos políticos de esquerda, do Socialismo, dos movimentos sociais e das organizações globalistas. Nesse contexto, são habitualmente alvos da crítica de Olavo de Carvalho, em trabalhos e artigos, entidades como a Fundação Ford, a Fundação Rockefeller, o Council of Foreign Relations, o Fórum Social Mundial e a Indymedia e indivíduos como Barack Obama, George Soros e Al Gore e, no Brasil, o Foro de São Paulo, a CNBB, o MST e o Partido dos Trabalhadores, entre outros.
Olavo de Carvalho é coordenador de séries editoriais (como a Biblioteca de Filosofia da Editora Record e os Ensaios Reunidos de Otto Maria Carpeaux, pela Editora Topbooks), tendo escrito um número considerável de prefácios, posfácios, anotações e introduções a obras de pensadores e intelectuais diversos, como o próprio Otto Maria Carpeaux, José Osvaldo de Meira Penna, Constantin Noica, Alain Peyrefitte, Jean-François Revel, Eugen Rosenstock-Huessy, Mário Ferreira dos Santos e outros. Seja por meio de artigos e colunas, seja por meio de seminários e cursos, Olavo é divulgador da obra de pensadores tidos por ele como pouco discutidos ou estudados no Brasil, tais como Xavier Zubiri, Eric Voegelin (cuja tradução de A Nova Ciência da Política, por José Viegas, é considerada falha e irregular por Carvalho), além de Bernard Lonergan, René Girard, Viktor Frankl, Karl Kraus, Leopold Szondi, Jacob Burckhardt e outros.

Legislação Citada



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Informações Básicas

Código20110500536AutorFLAVIO BOLSONARO
Protocolo7174Mensagem
Regime de TramitaçãoOrdinária

Entrada 11/29/2011Despacho 11/29/2011
Publicação 11/30/2011Republicação
Comissões a serem distribuidas


01.:Normas Internas e Proposições Externas


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Blue right arrow Icon Distribuição => 20110500536 => Comissão de Normas Internas e Proposições Externas => Relator: MARCUS VINÍCIUS => Proposição 20110500536 => Parecer: Favorável12/12/2011
Blue right arrow Icon Envio ao Plenário; => Inclusão na Ordem do Dia12/12/2011
Blue right arrow Icon Discussão Única => 20110500536 => Proposição => Encerrada sem debates12/16/2011
Acceptable Icon Votação => 20110500536 => Proposição => Aprovado (a) (s)12/16/2011
Green right arrow Icon Resultado Final => 20110500536 => Resolução 396/2011